Livro de Bolsa

   Livros e derivados. Lendo: Maria Antonieta - Retrato de uma mulher comum - Stefan Zweig e escrevendo.
24 horas na vida de uma mulher - Stefan Zweig

Achei este livrinho (é bem fininho, 107 páginas) em uma visita ao sebo, mas já tinha visto em bancas de jornal, e ele estava na minha pilha de livros para ler há algum tempo. Minha irmã trouxe para a casa a biografia da Maria Antonieta (“Se não tem pão, comam brioches”) escrita pelo Stefan Zweig e lendo a introdução, 24 horas na vida de uma mulher foi citado como sendo uma das obras-primas dele, que era um dos escritores preferidos de Sigmund Freud. Então resolvi ler o livrinho. 

Uma senhora inglesa respeitável, Mrs. C., conta para um companheiro de viagem em um hotel de Monte Carlo, á luz de um escândalo (uma senhora respeitável fugiu com um jovem, deixando a família), as 24 horas que mudaram sua vida, quando viúva, conheceu um jovem desesperado em um cassino. Embora seja um texto do início do século XX, não poderia ser mais atual, porque fala de emoções: como a paixão, o ódio, a obsessão governam o ser humano, mesmo escondidas sobre camadas de educação, leis, civilidade. Nós fomos domesticados, mas somos animais e temos instintos, adormecidos, esperando para despertarem e tomarem conta de nós. E como agir depois que perdemos o controle?

Nota: 5/5

“Portanto, eu já lhe disse que desejo relatar apenas um dia de minha vida - todo o resto me parece sem importância e monótono para qualquer outra pessoa.”

14

— 3 days ago
#2013  #clássico 
Os desencantados - Budd Schulberg

Minha irmã comprou esse livro quando descobriu que ele falava do Scott Fitzgerald, um dos nossos escritores favoritos. Não é um livro fácil de ler e demorei muito mais do que gostaria, talvez porque como conheço um pouco da história de Scott, tenha ficado meio ressabiada com o tratamento que ele receberia aqui.

Os desencantados romanceia um período turbulento da vida de Scott, quando afundado em dívidas, bancando a educação de elite de sua filha Scottie e as instituições psiquiátricas onde sua esposa Zelda estava internada, ele foi trabalhar como roteirista em Hollywood, na década de 1930. Se os anos 20 foram o apogeu de Fitzgerald, os 30 foram a fossa. Em Hollywood, ele chegou a trabalhar no roteiro de “E o Vento Levou”, mas seus nomes não saíram nos créditos e ele tinha dificuldades para ajustar seu talento ás exigências dos estúdios, ainda mais porque estava debilitado fisicamente e escrevendo.

No livro Scott é Manley Halliday, um escritor que fez muito sucesso nos anos 20, mas que está falido e trabalhando no roteiro de uma comédia romântica babaca, Love on Ice. Seu assistente Shep Stearns é o autor do livro, Budd Schulberg, que realmente trabalhou com Scott no roteiro de uma comédia romântica babaca, Winter Carnival, em 1939.

Assim como Schulberg era fã de Fitzgerald, Shep é fã de Manley e gosta da ideia de trabalhar com o ídolo. Só que Manley é um fantasma do que era e vai trazer mais problemas do que soluções, vivendo em um passado glorioso que não existe mais, um navio á deriva atracado a Jere (a Zelda de Scott). Pelo que li nas biografias de Scott e nos livros, porque como ele mesmo disse “Todo personagem é Scott Fitzgerald”, tudo é muito plausível e é um romance a partir de fatos reais. Scott trabalhava em Hollywood para pagar dívidas, mas abominava o trabalho, que não era criativo (no livro o diretor do estúdio, Victor Milgrim, tolhe as ideias geniais de Scott, pedindo que ele “abaixe o nível”, porque é cinema e não literatura) e acabava com sua reputação. O que para Scott deveria ser temporário, acabou se tornando seu último trabalho, pois ele morreu em Hollywood, no limbo.

Budd Sculberg se deu melhor que Scott em Hollywood e ganhou o Oscar de melhor roteiro em 1954, pelo filme Sindicato dos Ladrões, um clássico dirigido por Elia Kazan e que tem Marlon Brando no elenco.

Nota: 5/5

“O mar era aquele extraordinário equilíbrio de movimento e matéria a que chamamos serenidade.”


13

— 2 weeks ago
#2013  #Literatura Americana 
Quem é você, Alasca? - John Green

image

Este é o segundo livro que leio de John Green e posso afirmar, com certeza, que amo e odeio John com a mesma intensidade. Quero matar e beijar John ao mesmo tempo.

Miles Halter é um garoto esquisito da Flórida que gosta de últimas palavras e está a procura do “grande talvez”, como todos nós. Ele se muda para o Alabama, para o colégio interno de Culver Creek, onde espera encontrar esse “grande talvez” e encontra seu primeiro amigo, Coronel, sua primeira garota, Lara (em uma cena hilariante) e seu primeiro amor, Alasca Young. 

Quem é Alasca? Essa é uma pergunta que Miles tentará responder, mas que dificilmente conseguirá, porque Alasca é uma força da natureza incapaz de ser descrita, uma garota que parece tão distante, mas tão perto de Miles e de sua turma.

Gostei muito da pergunta que Alasca faz a Miles, sobre como sair do labirinto da dor e de como as aulas de religião deles acabam falando sobre isso e de como o livro é construído. Me lembrou um pouco As Virgens Suicidas, mas foi uma vaga lembrança, talvez por serem dois livros de que gostei muito e li recentemente. 

Nota: 4/5

“…se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furacão.”


12

— 2 weeks ago with 1 note
#2013  #john green 
Vaclav & Lena - Haley Tanner

image

Você acredita que existe alguém destinado á você? Pois Vaclav acredita e ele encontrou o seu alguém, a assistente perfeita para, Vaclav, o Magnífico, e ela é a Linda Lena, e eles se conheceram aos seis anos e Lena fez Vaclav prometer e ele prometeu, feliz, que um dia seria o marido dela. Porque para Vaclav, Lena é a coisa mais importante desse mundo.

Vaclav e Lena são dois imigrantes russos em Nova York e começam o livro crianças, solitários, sem amigos, juntos em um mundo de sonhos, onde Vaclav sonha se tornar um mágico e fazer de Lena sua assistente, porque não existe um mágico sem assistente e assistente sem mágico. Mas enquanto Vaclav tem uma família, um pai e uma mãe e uma casa, Lena só tem uma tia, que não cuida bem dela. E um dia, aos 9 anos, Lena desaparece, deixando Vaclav e eles só se reencontram anos depois, uma vida depois, e como um truque do grande Houdini, Vaclav sabe que sua vida só poderia ser completa com Lena, a Linda Lena, a quem ele prometeu que seria sua esposa e a quem ele sempre amou.

O livro é como um conto de fadas, mas não é bobinho, tem um contexto muito realista sobre o desaparecimento de Lena, que como na história de princesas que a mãe de Vaclav conta, precisa de alguém para salvá-la, mas nesse caso não é um príncipe e sim um mágico de capa e cartola.

Nota: 3/5

“Vaclav não sabe que, para Lena, ele é algum lugar para onde ir em vez de nenhum lugar. Se ele soubesse, poderia ficar feliz por ser o algum lugar dela, mas ele não sabe.”

11

— 3 weeks ago
#2013 
Flicts - Ziraldo

Não li esse livro quando criança, então aproveitei para ler semana passada, no Dia do Livro Infantil.

Flicts é uma cor solitária, que não tem lugar no arco-íris, nem nas bandeiras dos países, nem nos semáforos, nem na natureza. Até que cansada da solidão, ela foge e encontra um lugar muito especial, onde só alguns podem vê-la.

Nota: 5/5

“A lua é flicts.”


10

— 3 weeks ago
#Literatura brasileira  #infantil  #2013  #ziraldo 
A Culpa é das Estrelas - John Green

Sou uma leitora chata: não gosto dos livros unanimidade, aqueles de que todos gostam, e nem chego a ler. Mas depois de tanto ver aqui pelo Tumblr, resolvi dar uma lidinha em A Culpa é das EstrelasJohn Green é um ídolo pelo Tumblr e me deparei com diversas citações deles, muito boas, então o livro não deveria ser tão ruim. Não é.

Hazel Grace tem dezesseis anos e câncer. Ela conhece Augustus em um Grupo de Apoio para pacientes de câncer e os dois se tornam inseparáveis. Ela apresenta a ele seu livro favorito, Uma Aflição Imperial, de Peter van Hooten, e como o livro não tem fim, Augustus decide usar seu Desejo para levar os dois até a Holanda e realizar o desejo de Hazel que é perguntar ao autor o que acontece com as personagens. 

Os diálogos entre Augustus e Hazel Grace são ótimos e eles são um casal muito adorável. O livro foca bastante no cotidiano dela, que tem câncer, e de como isso limita a vida de adolescente dela, criando nela uma consciência da morte e também em Augustus, o que une os dois, já que ele também teve câncer. Depois de ter lido, entendo perfeitamente porque é uma unanimidade.

Nota: 4/5

“A tristeza não nos muda, Hazel, ela nos revela.”

9

— 1 month ago with 1 note
#2013  #john green  #livros que vão virar filme 
Max e os Felinos - Moacyr Scliar

Max e os Felinos foi alvo de uma polêmica: o escritor canadense Yann Martel, que ganhou diversos prêmios, incluindo o Booker, por As Aventuras de Pi, afirma que baseou seu livro na ideia central da obra de Moacyr Scliar, após ler uma resenha no The New York Times. Alguns acusaram Martel de plágio, mas o próprio Scliar afirma na introdução de Max e os Felinos que os livros têm o mesmo ponto de partida, mas tratam de temas diferentes, não considerando a obra do canadense uma cópia da sua.

Max Schmidt é um garoto, filho de um comerciante de peles, que durante a ascensão do nazismo na Alemanha é obrigado a fugir para o Brasil, terra de onde conhece apenas os felinos. No cargueiro Germania, onde Max pega carona, viaja também um zoológico e um naufrágio deixa Max a deriva em um bote, na companhia de um jaguar (uma onça-pintada, mas no livro Scliar se refere ao animal como jaguar). Preso em um bote com um carnívoro caçador, Max faz de tudo para sobreviver e chega vivo ao Brasil, onde começa uma nova vida. Mesmo longe da Alemanha, agora já controlada pelos nazistas, Max sofre com a sombra que eles lançam pelo mundo e com a guerra, tendo que lutar com demônios mais perigosos que o jaguar no bote.

Os felinos que Max enfrenta são uma metáfora dos medos dele. No início, quando criança, é o tigre empalhado na loja de seu pai, congelado para sempre em posição de ataque, com olhos de vidro ameaçadores. Na juventude, são os felinos que estuda na faculdade e o jaguar no bote, que Max acredita ser um tipo de teste dos nazistas, o mesmo teste que faziam com cobaias humanas. Já no Brasil, Max enfrenta outros felinos, mas sempre relacionados aos seus medos, o maior deles sendo o nazismo.

Não li (ainda) As Aventuras de Pi, mas assisti ao filme e embora compartilhem a mesma ideia central - um garoto preso em um bote com um felino - os livros divergem em todo o resto. Max têm dúvidas, mas seus medos são maiores. Pi têm medos, mas suas dúvidas são maiores e relacionadas à existência de Deus, não ao nazismo. Max e os Felinosmostra como os medos são as feras mais difíceis de serem domadas, sempre prontas para atacar.

Nota: 2,5/5

“Medo, eu? O tigre não tem medo de ninguém…O tigre invisível. A minha alma.”


8

— 1 month ago
#2013  #Literatura brasileira 
As irmãs Lisbon (Therese, Mary, Bonnie, Lux e Cecilia) de As Virgens Suicidas,livro de Jeffrey Eugenides, na adaptação para o cinema dirigida por Sofia Coppola.

As irmãs Lisbon (Therese, Mary, Bonnie, Lux e Cecilia) de As Virgens Suicidas,livro de Jeffrey Eugenides, na adaptação para o cinema dirigida por Sofia Coppola.

— 2 months ago
As Virgens Suicidas - Jeffrey Eugenides

image

Sabe aqueles livros que te prendem, que você não consegue fechar? Esse é um deles. Faz anos que procuro As Virgens Suicidaspor aí, e minha procura não foi em vão. 

As irmãs Lisbon, Therese, Mary, Bonnie, Lux e Cecilia, moram em uma cidade do estado de Michigan, nos Estados Unidos, nos anos 1970, e tem sua história contada por um grupo de homens que eram garotos e vizinhos delas quando tudo aconteceu. Em um ano as cinco irmãs cometeram suicídio, deixando seus pais, os vizinhos e principalmente, os garotos, perplexos. Reunindo fragmentos da vida das garotas e histórias da vizinhança, os garotos tentam descobrir quem eram essas irmãs misteriosas, que ficaram para sempre na memória deles.

As Virgens Suicidasé o livro de estreia de Jeffrey Eugenides e fez bastante sucesso, virando filme, dirigido por Sofia Coppola. Na adaptação, que também fez sucesso, Lux Lisbon é vivida por Kirsten Dunst, Mary Lisbon é interpretada por A.J. Cook, Josh Hartnett interpreta Trip Fontaine e James Woods e Kathleen Turner vivem os pais das meninas Lisbon.

Nota: 5/5

“Qualquer um no lugar delas se mataria só pra ter alguma coisa pra fazer.”


7

— 2 months ago with 1 note
#2013  #Literatura Americana  #livros que viraram filme 
Garota Exemplar - Gillian Flynn

image

De vez em quando minha irmã Marina traz uns livros para casa e na maioria das vezes, são uns lançamentos meio estranhos. Dando uma olhada na sacola dela, achei Garota Exemplar e lendo a contracapa, cheia de elogios e com a seguinte frase - “O casamento mata” - me interessei. O livro é um thriller psicológico e como adoro Criminal Minds, me empolguei com a premissa.

Amy Dunne, estrela da série de livros “Amy Exemplar”, desaparece no dia do seu quinto aniversário de casamento e o marido dela, Nick, vira o principal suspeito. Alternando os pontos de vista de Amy e Nick, o livro é dividido em três partes e é imprevisível, além de muito bem construído. Você começa a acreditar que Nick é o culpado, quando percebe que Amy é louca, e chega a conclusão de que os dois são tão perfeitos juntos, que são incapazes de funcionarem separados, para o bem e para o mal.

Nota: 4/5

“A mim parecia que nunca mais haveria algo de novo a ser descoberto. Éramos os primeiros seres humanos que nunca veriam algo pela primeira vez.”

6

— 2 months ago
#lançamentos  #2013  #suspense 
Poster da versão cinematográfica de Anna Karenina, lançado em 2012. Keira Knightley interpreta a personagem-título, Jude Law interpreta Alexei Karenin e Aaron Taylor-Johnson faz o papel do Conde Alexei Vronski. A primeira adaptação do livro de Liev Tolstoy para o cinema foi feita em 1911.

Poster da versão cinematográfica de Anna Karenina, lançado em 2012. Keira Knightley interpreta a personagem-título, Jude Law interpreta Alexei Karenin e Aaron Taylor-Johnson faz o papel do Conde Alexei Vronski. A primeira adaptação do livro de Liev Tolstoy para o cinema foi feita em 1911.

— 2 months ago
Anna Karenina - Liev Tolstoy

image


Sabendo que uma nova versão de Anna Kareninaia chegar aos cinemas (não chegou, mas já assisti), resolvi ler um dos clássicos da literatura mundial. Fui até a biblioteca ainda em dezembro de 2012 e aluguei o livro, que é simplesmente gigante e dificílimo de ler. Meses depois e com um sério agravante - eu já sabia o final - completei esta tarefa hercúlea. 

O livro foca em duas histórias de amor diferentes: entre Anna Karenina e o conde Alexei Vronski, ela casada com o ministro Alexei Karenin; e entre o rico camponês Konstantin Levin e a princesa Yekaterina “Kitty” Scherbatskaya. As duas histórias são um contraponto, mostrando o amor “puro” de Levin e Kitty e o amor “sujo” de Anna e Vronski. Tudo tem início na viagem de Anna de São Petersburgo para Moscou, onde tenta ajudar o irmão e sua esposa. Lá ela conhece Vronski, que namorava Kitty, e os dois se apaixonam, enquanto Kitty rejeita o pedido de casamento de Levin, iludida pelo conde. Anna volta para São Petersburgo, seguida por Vronski e os dois se tornam amantes, logo sendo descobertos pela sociedade. O livro se passa no fim do século XIX, ainda no período czarista na Rússia, e já fala sobre as ideias socialistas, ideias que Levin tenta implantar em suas terras, sem sucesso. 

Várias versões de Anna Karenina foram feitas para o cinema e atrizes como Greta Garbo, Vivien Leigh e Keira Knightley interpretaram a personagem principal. O último filme lançado tem um visual diferente, se passando dentro de um teatro, como se fosse uma peça. Jude Law interpreta o marido de Anna, Karenin e Aaron Taylor-Johnson faz o papel de Vronski.

Nota: 5/5

“Todas as famílias felizes se parecem, mas cada família infeliz é infeliz à sua própria maneira.”


5

— 2 months ago with 1 note
#2013  #clássico  #literatura russa  #livros que viraram filme 
O Discurso Secreto - Tom Rob Smith

image

O Discurso Secreto é a continuação de Criança 44, um livro de que gostei muito. Os dois se passam na União Soviética, pouco tempo após a morte de Stálin e têm como protagonista o agente Liev Demidov, que como um quase James Bond soviético, tem que desvendar uma trama onde o Estado está sempre envolvido.

Na sequência, Demidov e sua esposa Raíssa adotaram duas crianças, Zoia e Elena. Detalhe: ele foi o responsável pela morte dos pais delas e Zoia, a mais velha, odeia os dois. O novo primeiro-secretário Nikita Kruschev, no “discurso secreto” do título, acusa Stálin pelos crimes que cometeu e tem início uma perseguição aos agentes do Estado, inclusive Liev, que é confrontado com seu passado, quando a líder de uma gangue vory, Fraera, sequestra Zoia em busca de vingança.

Não tão surpreendente quanto Criança 44ainda assim o livro é muito bom, dando um panorama do que o medo e o ódio podem fazer com um país e as pessoas. O personagem mais interessante continua sendo Raíssa, e não Liev, mas neste livro ela tem um destaque menor, com a adição de novos personagens. O primeiro livro vai virar filme (oba!) e Liev vai ser interpretado por Tom Hardy, enquanto Raíssa será interpretada por Noomi Rapace, que deu vida à Lisbeth Salander na versão sueca da trilogia Millenium.


Nota: 4/5

”- Ele não é o meu pai.”


4

— 2 months ago
#2013  #suspense 
Ísis Valverde como Sereia na minissérie “O Canto da Sereia”

Ísis Valverde como Sereia na minissérie “O Canto da Sereia”

— 3 months ago
O Canto da Sereia - Um Noir Baiano - Nelson Motta

Detesto ler um livro depois de ter visto a série e/ou o filme e detesto ainda mais quando a série e/ou o filme são tão ruins que deixam o livro com vergonha. Sabendo que O Canto da Sereiaia virar minissérie da Globo, corri pra comprar o livro (no sebo, novinho, por R$ 10), mas ele só chegou em casa na sexta, dia do último episódio. 

A série foi muito bem produzida, correndo em flashbacks como no livro. No Twitter rolaram alguns spoilers de que tinham mudado o assassino (na série é Só Love, no livro não), mas que de resto era extremamente fiel. Me empolguei ainda mais para ler o livro e vou confessar, animadíssima, que não me decepcionei. O livro é muito bom!

Sereia é uma cantora de axé, popstar, que é assassinada em pleno trio elétrico durante o carnaval de Salvador. Quem matou Sereia? O detetive Augustão decide investigar por conta própria e vai descobrindo os podres de Sereia, da sua entourage, e de muitas outras pessoas envolvidas na carreira dela, como o governador Jotabê e a Mãe Marina.

Nelson Motta sempre esteve envolvido no meio musical, então não duvido de que muitas coisas ali sejam verdade. É legal também que personalidades como Carlinhos Brown, Daniela Mercury e Ivete Sangalo aparecem no livro, fazendo figuração para Sereia, a estrela maior da música brasileira. Como dizem no livro, “Sereia vive!”.

Nota: 4/5

“Me abraçou e me beijou na boca. E me pediu que a matasse.”


3

— 3 months ago with 1 note
#2013  #Literatura brasileira  #mistério  #livros que viraram série